Sudeste
e Sul têm o triplo de pontos de acessos à
internet do que Nordeste e Norte
Os brasileiros estão cada vez mais informatizados
e conectados à internet. Na média
nacional, uma de cada cinco residências já
possui computador e quase o mesmo número
de casas tem acesso à internet. De 2001 para
2006, o número de domicílios com computadores
pulou de 12,6% para 22,4% no país. E o acesso
à internet está presente em 16,9%
das famílias.
Mas, apesar do avanço, ainda existe uma grande
distância entre as regiões Sul e Sudeste
contra o Norte e Nordeste no acesso à informática,
considerado um verdadeiro "fosso tecnológico".
Os números fazem
parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD) referente ao ano de 2006, divulgadas pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Segundo o levantamento, a região
mais informatizada do país é o Sudeste,
onde 29,2% das residências — uma em
cada três — têm computadores,
seguida pelo Sul (27,9%) e Centro-Oeste (20,4%),
com as regiões Norte (12,4%) e Nordeste (9,7%)
em posições mais distantes.
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Quanto ao acesso à internet, os percentuais
são menores e as distâncias mais expressivas:
Sudeste (23,1%), Sul (20,8%), Centro-Oeste (14,6%),
Nordeste (6,9%) e Norte (6%). Na média, Sudeste
e Sul têm o triplo de pontos de acessos à
rede do que Nordeste e Norte.
A diferença é classificada como preocupante
pelo diretor-executivo do Comitê para a Democratização
da Informática (CDI), Rodrigo Baggio. "Os
números da PNAD revelam grande progresso [na
informatização] nas regiões Sul
e Sudeste, mas o Norte e o Nordeste estão vivendo
um novo tipo de exclusão: o apartheid digital",
alerta Baggio. O CDI é uma ONG dedicada à
difusão da informática no país,
através da criação de escolas técnicas
e da doação de computadores.
De acordo com Baggio, os recursos disponíveis
para promover a inclusão digital existem. "O
Brasil pode resolver a inclusão digital liberando
os recursos do Fundo de Universalização
das Telecomunicações (Fust), alimentado
por 1% das contas telefônicas que todos nós
pagamos e que dispõe de R$ 6 bilhões,
atualmente contingenciados para gerar o superávit
primário [receita menos despesa] do governo",
sugere o diretor do CDI.
Fonte: Agência Brasil
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