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| 03/03/2010 - 0:22h |
Foto: Divulgação
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As voltas que a política dá
Na política não existe adversário que não possa ser aliado e companheiro que um dia não vire inimigo. Quem nunca ouviu esta frase? Dizem que o senador ACM a usava – não com essas palavras – para explicar as costuras que fazia politicamente. E ele tinha razão. Um grande exemplo disso acontece na Bahia. O governador Wagner e seu grupo foram à caça dos históricos carlistas. Primeiro namorou e casou com Otto Alencar, já anunciado como candidato ao Senado na chapa de Wagner.
Agora o governador corteja o senador César Borges, através de um acordo envolvendo o PT e o PP do senador. O casamento ainda não saiu, mas a julgar pela movimentação o enlace não tarda a acontecer. Pra desespero de petistas chamados puro-sangue, que não conseguem digerir muito bem os ex-carlistas.
Mas na manhã dessa terça-feira um fato novo balançou as estruturas não do DEM estadual, mas do partido liderado em Feira pelo ex-prefeito José Ronaldo: a notícia de que o deputado Federal Fernando de Fabinho (DEM), de extrema confiança de Ronaldo, estaria deixando o partido e caindo nos braços do governador Wagner.
Em entrevista à rádio Subaé, mais precisamente no programa Ronda Policial, comandado pelos radialistas Valter Vieira e Lucival Lopes, Fabinho escorregou mais que sabonete molhado. Limitou-se a dizer que sua amizade com José Ronaldo continua firme, independente do que venha a acontecer. Para o bom entendedor, meia palavra basta.
Bom, o fato é que blogs políticos de Salvador já dão como certa a presença de Fernando de Fabinho no governo Wagner, como secretário – a pasta ainda não teria sido definida. Com isso, o deputado federal Jairo Carneiro continua na Câmara – ele é suplente e substitui o hoje secretário de Infra-estrutura João Leão, que vai voltar à Câmara. Sem dúvida uma engenharia complicada, mas possível.
Além disso, esse isolamento estratégico de Paulo Souto e José Ronaldo, feito pelo PT de Wagner, pode forçar o ex-prefeito Ronaldo a mudar de planos. Comenta-se que ele seria um potencial candidato ao Senado na chapa de Paulo Souto.
Com tantas baixas, um político ligado ao DEM revelou a mim que José Ronaldo pode declinar do convite e partir para uma candidatura a deputado federal. Aliás, é bom salientar que o ex-prefeito é o tipo de político experiente que só vai na boa, como se diz na gíria do futebol.
Um exemplo disso ocorreu em 1996. Na época, uma pesquisa encomendada pela Propeg, empresa que cuidava da comunicação do governo do estado – nas mãos do PFL – mostrou que o candidato do partido à prefeitura de Feira de Santana só teria de largada 1,2 por cento de intenção de votos.
Vendo os números, Ronaldo não pensou duas vezes em deixar a candidatura com o professor Josué Mello. Disso tudo fica uma grande lição: o aliado de hoje pode ser nosso mais terrível adversário amanhã e vice-versa. |
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Sérgio Alves Lima
Administrador de Empresas | CRA-BA 11489
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